Com origem no Brejo, primeiro nome da pequena Miraí, como é referenciada em músicas de seu mais ilustre filho, Ataulfo Alves de Souza, considerado o maior compositor da música popular brasileira, que marcou uma época, migram para Juiz de Fora, com o propósito de ingressar na faculdade, José Luiz Quintella e Márcio Mota.
Na época, não eram amigos, apenas conhecidos da mesma cidade, mas com caminhos e sonhos diferentes. José Luiz cursava Administração de Empresas e Márcio Mota estudava no curso de Ciência da Computação, ambos na Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF.
A UFJF conta com um programa de incubação de empresas; a préincubação é feita pelo Genesis e a incubação está a cargo da IBT, InDesign, que ainda oferece um programa de incubação de cooperativas populares. Todos esses programas pertencem ao Critt1, que é responsável por coordenar, gerir e integrar os projetos de incubação de empresas.
Seguindo rumos distintos desde a saída da cidade natal, os dois estudantes não poderiam imaginar que, mais tarde, em um ponto de ônibus da cidade de Juiz de Fora, eles se encontrariam e teriam uma conversa que mudaria todo o rumo de suas vidas. Desse encontro casual, nasceu uma amizade; da amizade, umrelacionamento profissional e, desse relacionamento, surgiu a sociedade para a criação da iPixel.
A empresa iPixel nasceu em 2001, proveniente de um projeto do empreendedor José Luiz Quintella, apoiado pela pré-incubadora do Genesis/Critt, sendo que, mais tarde, foi para a incubadora da Universidade Federal de Juiz de Fora. O projeto, com o nome inicial de Mercado Local, tinha como finalidade a criação de um site de pesquisas de preço para Juiz de Fora. No mesmo ano, a empresa passou por momento de grandes decisões e, no segundo semestre, foi constituída, oficialmente, com o nome de iPixel. Nessa mesma época, foi integrado ao grupo um novo sócio, o ex-estagiário Márcio Mota.
O nome simples e diferente traz, em sua formação, uma lógica que, mais tarde, iria pautar a criação do produto que, hoje, é o carro chefe da empresa. O “i” significa informação e pixel é uma unidade de medida em informática – o que determina a resolução e qualidade da imagem. Então, o nome iPixel significa informação sob medida. Mais tarde, seria criado o produto iClips, “i” de informação e o “clips”, objeto usado nos escritórios para unir e organizar os papéis, dando a idéia de organização. Então, o nome iClips significaria informações organizadas. Esse conceito associado ao nome passou a ser a filosofia da empresa: informações organizadas e sob medida.
Por se tratar de uma empresa emergente no segmento de tecnologia da informação, setor em constante evolução, e possuir poucos recursos financeiros, os empresários sempre procuraram contornar os problemas e enxergar oportunidades, de forma a garantir a sustentabilidade em uma área promissora, mas muito competitiva.
O produto motivador da constituição da empresa – a criação de um site de pesquisa de preços – passou por muito insucesso de entrada no mercado, mudando diversas vezes o foco e seu público- alvo.
Uma nova oportunidade mudou os rumos da iPixel: desenvolver um software de gestão para uma agência de publicidade. Apesar de não ter sido o produto idealizado pelo empreendedor, os sócios envidaram todos os seus esforços para o sucesso do projeto.
Eles perceberam a primeira oportunidade real de geração de receita para a iPixel. Após um trabalho de pesquisa acadêmica na matéria de projetos, a idéia acabou virando um produto.
Apesar de terem desenvolvido o software dentro de toda metodologia acessível na época, um detalhe passou despercebido e quase fez os empresários desistirem. Com a rápida evolução do segmento de tecnologia da informação, verificaram que a plataforma de sistema utilizada pelo cliente, para quem estava sendo desenvolvido o projeto, não permitia a instalação do seu produto,
pois o mesmo tinha sido desenvolvido em outra plataforma.
Várias questões começaram a nortear o pensamento dos empreendedores. O que fazer agora? Será que o insucesso experimentado pelo produto anterior iria se repetir em outros negócios? Como a iPixel resolveria esse impasse para se firmar no mercado com algum produto? Todos os meses de trabalho e dedicação no software foram inúteis? Ainda valeria a pena insistir na idéia, no negócio e no sonho de ser um empresário? Essas e muitas outras perguntas os sócios Márcio e José Luiz se faziam constantemente, enquanto repensavam o negócio que haviam criado na incubadora.