No alto da Serra da Mantiqueira – Sul de Minas de Gerais – está localizado o Município de Maria da Fé, uma cidade acolhedora e pacata com seus 14.000 habitantes, a metade deles instalada na área rural.
Essencialmente agrícola, a cidade teve sua economia baseada na monocultura da batata, atividade que gerou riquezas e desenvolvimento até o final da década de 80, quando uma forte queda na produção mudou o cenário de prosperidade vivido naquele município.
A crise financeira e social que se seguiu conduziu a comunidade a um declínio acentuado de sua qualidade de vida, promovendo um estado de desânimo generalizado na cidade.
No final de 1995, inconformados pela grave situação e motivados a buscar soluções, um grupo de cidadãos marienses se reuniu e propôs a transformação da "cidade mais fria de Minas Gerais" em uma cidade turística. A idéia era conseguir o selo de Potencial Turístico para o município e criar o Conselho Municipal de Turismo.
Uma das integrantes deste grupo era Maria de Lourdes Fernandes Torres – a Dona Lourdinha, como é chamada por todos – que, na singeleza dos seus sessenta anos, era a mais empolgada:
"Agora é tudo ou nada, só depende de nós!" dizia ela ao grupo enquanto dava os passos iniciais, alugando quartos de sua fazenda aos primeiros hóspedes.
Era o início de um grande desafio.