P R I M E I R A   P Á G I NA
C E N T R A L  D E   N E G Ó C I O S
1 Introdução
2 Central de Negócios, o que é
3 Principais Características
4 Considerações importantes para o seu trabalho
5 Sugestão de roteiro para organizar uma Central de Negócios
6 Documentos necessários
7 Fontes pesquisadas
8

Anexos

. Modelos de Estatuto


   
  Créditos

 



 

 

 

2. C E N T RA L   D E   N E G Ó C I O S , O   Q U E   É  ?

A central de negócios é uma entidade de base associativa, formada por empresas ou empreendedores independentes, voltada para a busca de soluções conjuntas de interesse econômico, com foco no mercado em que atuam. É uma ação decorrente de um processo coletivo, com o objetivo de promover e ampliar o acesso a mercados.

A Central de Negócios representa um avanço no modelo de Central de Compras, pois amplia o foco da atuação coletiva, antes restrita a compras conjuntas.

Como instituição associativa, a Central de Negócios repete o padrão de outros modelos de mesma base: a união como meio para aumentar a competitividade ou para superar desafios que individualmente seriam mais difíceis de serem superados. Uma de suas principais diferenças com outros modelos é o fato de elas serem organizadas majoritariamente por pessoas jurídicas.

São empresários que se unem em uma associação para formarem seus negócios mais competitivos e terem condições de competir com as grandes redes. As Centrais de Negócios são organizadas para viabilizar vários objetivos sendo os mais comuns:

. Compra conjunta

. Planejamento de ações de venda

. Acesso diferenciado à mídia

. Capacitação de equipes

. Plano de marketing conjunto

. Centro de distribuição

. Design de lojas

. Marca padrão

. Melhores condições para linhas de crédito


As Centrais de Negócios assumem os princípios de uma doutrina que se chama associativismo e que expressa a crença de que juntos, nós podemos encontrar soluções melhores para os conflitos que a vida em sociedade nos apresenta. Esses princípios são reconhecidos no mundo todo e embasam as várias formas que as associações podem assumir: oscips, cooperativas, sindicatos, fundações, organizações sociais, clubes. Os princípios gerais são os seguintes:

1 - PRINCÍPIO DA ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE
“As associações são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a usar seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial, política, religiosa e de gênero”.

2 – PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS SÓCIOS
“As associações são organizações democráticas, controladas por seus sócios, que participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios”.

3 – PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA DOS SÓCIOS
“Os sócios contribuem de forma eqüitativa e controlam democraticamente as suas associações. Os sócios destinam eventual superávit para os seus objetivos através de deliberação em assembléia geral”.

4. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA
“As associações são organizações autônomas de ajuda mútua, controlada por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, devem faze-lo de forma a preservar seu controle democrático pelos sócios e manter sua autonomia”.

5 – PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO
“As associações devem proporcionar educação e formação aos sócios, dirigentes eleitos e administradores, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação”.

6- PRINCÍPIO DA INTERAÇÃO
“As associações atendem a seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento associativista trabalhando juntas, através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais”.

7 – INTERESSE PELA COMUNIDADE
“As associações trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, municípios, regiões, estados e país através de políticas aprovadas por seus membros”.

As Centrais de Negócios normalmente reúnem pequenas empresas de qualquer setor que, basicamente, tem baixo poder de barganha com os fornecedores, tanto em relação a preço como em relação a prazo de pagamento das mercadorias. Outros fornecedores muitas vezes não aceitam pedidos de pequenas quantidades ou condicionam melhores formas de pagamentos a um volume maior de compra de produtos, que as pequenas empresas não tem condições de arcar. Esses fatores dificultam o acesso das pequenas empresas a uma série de mercadorias, de serviços, de produtos e ou de insumos.

As pequenas empresas também, tem pouco acesso à capacitação de empregados e a modernas técnicas de gestão.
Esses fatores somados a um ambiente cada vez mais competitivo, tem levado empresários a verem na união com seus pares, uma forma viável e relativamente barata para se fortalecerem e competirem em condições mais igualitárias.


Esquematicamente podemos representar a posição das Centrais de Negócios frente a seus associados da seguinte forma:

 


Em relação as Centrais de Compra, as Centrais de Negócios se diferenciam por não focarem apenas as compras das empresas envolvidas e, sim, o negócio como um todo, buscando soluções para questões como marketing, capacitação, design das lojas, construção de uma marca única, entre outras. Nessa visão os associados da central passam a gerenciar um negócio coletivo que se ramifica em lojas de propriedade individual.

De modo geral as Centrais de Negócios caracterizam-se por:

· Reunião de duas ou mais pessoas jurídicas para a realização de objetivos comuns;

· Seu patrimônio é constituído pela contribuição dos associados, por doações, subvenções etc;

· Seus fins podem ser alterados pelos associados;

· Os seus associados deliberam livremente;

· São entidades do direito privado e não público.