A central de negócios é uma entidade de base associativa,
formada por empresas ou empreendedores independentes, voltada para
a busca de soluções conjuntas de interesse econômico,
com foco no mercado em que atuam. É uma ação
decorrente de um processo coletivo, com o objetivo de promover e
ampliar o acesso a mercados.
A Central
de Negócios representa um avanço no modelo de Central
de Compras, pois amplia o foco da atuação coletiva,
antes restrita a compras conjuntas.
Como
instituição associativa, a Central de Negócios
repete o padrão de outros modelos de mesma base: a união
como meio para aumentar a competitividade ou para superar desafios
que individualmente seriam mais difíceis de serem superados.
Uma de suas principais diferenças com outros modelos é
o fato de elas serem organizadas majoritariamente por pessoas jurídicas.
São
empresários que se unem em uma associação para
formarem seus negócios mais competitivos e terem condições
de competir com as grandes redes. As Centrais de Negócios
são organizadas para viabilizar vários objetivos sendo
os mais comuns:
.
Compra conjunta
. Planejamento de ações de venda
. Acesso diferenciado à mídia
. Capacitação de equipes
. Plano de marketing conjunto
. Centro de distribuição
. Design de lojas
. Marca padrão
. Melhores condições para linhas de crédito
As Centrais de Negócios assumem os princípios de uma
doutrina que se chama associativismo e que expressa a crença
de que juntos, nós podemos encontrar soluções
melhores para os conflitos que a vida em sociedade nos apresenta.
Esses princípios são reconhecidos no mundo todo e
embasam as várias formas que as associações
podem assumir: oscips, cooperativas, sindicatos, fundações,
organizações sociais, clubes. Os princípios
gerais são os seguintes:
1
- PRINCÍPIO DA ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE
“As associações são organizações
voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a usar seus
serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio,
sem discriminação social, racial, política,
religiosa e de gênero”.
2
– PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS
SÓCIOS
“As associações são organizações
democráticas, controladas por seus sócios, que participam
ativamente no estabelecimento de suas políticas e na tomada
de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes,
são responsáveis para com os sócios”.
3
– PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA
DOS SÓCIOS
“Os sócios contribuem de forma eqüitativa e controlam
democraticamente as suas associações. Os sócios
destinam eventual superávit para os seus objetivos através
de deliberação em assembléia geral”.
4.
PRINCÍPIO DA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA
“As associações são organizações
autônomas de ajuda mútua, controlada por seus membros.
Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais,
ou recebendo capital de origem externa, devem faze-lo de forma a
preservar seu controle democrático pelos sócios e
manter sua autonomia”.
5
– PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO
E INFORMAÇÃO
“As associações devem proporcionar educação
e formação aos sócios, dirigentes eleitos e
administradores, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento.
Eles deverão informar o público em geral, particularmente
os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre
a natureza e os benefícios da cooperação”.
6-
PRINCÍPIO DA INTERAÇÃO
“As associações atendem a seus sócios
mais efetivamente e fortalecem o movimento associativista trabalhando
juntas, através de estruturas locais, nacionais, regionais
e internacionais”.
7
– INTERESSE PELA COMUNIDADE
“As associações trabalham pelo desenvolvimento
sustentável de suas comunidades, municípios, regiões,
estados e país através de políticas aprovadas
por seus membros”.
As
Centrais de Negócios normalmente reúnem pequenas empresas
de qualquer setor que, basicamente, tem baixo poder de barganha
com os fornecedores, tanto em relação a preço
como em relação a prazo de pagamento das mercadorias.
Outros fornecedores muitas vezes não aceitam pedidos de pequenas
quantidades ou condicionam melhores formas de pagamentos a um volume
maior de compra de produtos, que as pequenas empresas não
tem condições de arcar. Esses fatores dificultam o
acesso das pequenas empresas a uma série de mercadorias,
de serviços, de produtos e ou de insumos.
As pequenas empresas também, tem pouco acesso à capacitação
de empregados e a modernas técnicas de gestão.
Esses fatores somados a um ambiente cada vez mais competitivo, tem
levado empresários a verem na união com seus pares,
uma forma viável e relativamente barata para se fortalecerem
e competirem em condições mais igualitárias.
Esquematicamente podemos representar a posição das
Centrais de Negócios frente a seus associados da seguinte
forma:

Em relação as Centrais de Compra, as Centrais de Negócios
se diferenciam por não focarem apenas as compras das empresas
envolvidas e, sim, o negócio como um todo, buscando soluções
para questões como marketing, capacitação,
design das lojas, construção de uma marca única,
entre outras. Nessa visão os associados da central passam
a gerenciar um negócio coletivo que se ramifica em lojas
de propriedade individual.
De
modo geral as Centrais de Negócios caracterizam-se por:
·
Reunião de duas ou mais pessoas jurídicas para a realização
de objetivos comuns;
· Seu patrimônio é constituído pela contribuição
dos associados, por doações, subvenções
etc;
· Seus fins podem ser alterados pelos associados;
· Os seus associados deliberam livremente;
· São entidades do direito privado e não público.
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