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As questões
abaixo relacionadas são referenciais para uma leitura inicial
dos grupos, possibilitando o levantamento de informações
importantes ao processo de intervenção, encaminhamento
e acompanhamento dos mesmos. As intervenções do técnico
responsável serão feitas a partir do diagnóstico
inicial, sempre levando em consideração as peculiaridades
de cada grupo e a importância de fortalecer as relações
de cooperação.
Roteiro para orientação
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FATORES
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QUESTÕES
BÁSICAS |
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De
Aglutinação |
. Quais são os objetivos a serem alcançados
pelo grupo?
. Quais os ideais, valores e crenças são compartilhados
por seus membros?
Considerações:
.Todos os pontos de convergência são considerados
fatores ou elementos de aglutinação.
. A partir de tais elementos não só são
definidas as estratégias de funcionamento do grupo,
como são definidas a missão e a visão
de futuro.
. O processo de aglutinação não está
demarcado em um só momento do grupo, ele acontece
durante todo o processo e precisa ser realimentado.
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De
Constituição e Caracterização
do Grupo. |
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Quem é cada um dos membros do grupo? História
de vida, sonhos e projeções?
. Qual o conhecimento que os participantes têm uns dos
outros?
. Quais são os limites de cada um, disponibilidades
e características pessoais?
. O grupo já está formado ou em fase de constituição?
. As regras de funcionamento já foram estabelecidas?
Estão claras?
. Quais os tipos de vínculos estabelecidos e que contratos
existem internamente no grupo?
. Qual a sua dinâmica de funcionamento?
. Qual é o nível de maturidade do grupo?
. Qual a linguagem adotada? Já se realizou a passagem
do “eu” para o “nós”?
. Quais os tipos de lideranças existentes?
. Como é a comunicação?
. Como funciona o processo decisório?ü Existem
níveis de resistência? Quais?
. Que habilidades e talentos – potencialidades –
existem no grupo?
Consideração:
. O grupo passa por diversas fases que se diferenciam entre
si. As respostas às questões acima são
construídas ao longo de todo processo e devem ser constantemente
reavaliadas. Elas são indicadores de como o grupo está
se desenvolvendo. |
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De Viabilidade do Negócio
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O negócio já existe ou está sendo pensada
sua implantação?
. O negócio é inspirador para todos os participantes?
É desejo de todos?
. Existe um planejamento, um plano de negócios?
. Que conhecimento o grupo possuí do negócio
em questão?
. O grupo escolheu a melhor forma ou estratégia para
conduzir/gerir o negócio?
Consideração:
. Não somente a clareza quanto ao negócio escolhido
quanto o real envolvimento de todos os participantes é
de fundamental importância para seu sucesso. É
possível encontrar resistências geradas no fato
de que alguns – às vezes poucos elementos –
não acreditam no negócio. |
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De estruturação de uma organização
associativa
De
estruturação de uma organização
associativa
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.
O grupo está motivado com a idéia de trabalhar/produzir
de forma coletiva?
. Ele domina os princípios, fundamentos e conceitos
da experiência associativa?
. O grupo tem clareza da “ética” que deve
permear tal organização?
. O grupo sabe a diferença existente entre as várias
formas de organizações associativas?
. A formação de uma organização
associativa é a melhor alternativa para o grupo gerir
seu negócio? Existem outras? Quais?
. Os participantes estão cientes das implicações
inerentes a uma gestão de natureza coletiva?
Consideração:
. Além dos passos de natureza técnica e burocrática,
todos os pontos abordados anteriormente são fundantes
no processo de estruturação de uma organização
associativa.
. Uma vez que ainda predomina a prática e o pensar
competitivo é importante que o grupo se prepare para
mudança de comportamentos e revisão de paradigmas.
. É indispensável para os técnicos, consultores
e instrutores dominar – ter clareza – dos conceitos
com os quais o grupo irá trabalhar e sustentar, enquanto
prática, uma nova conduta. É necessário,
ainda, salientar, que cada conceito pressupõe um aprofundamento
teórico, mas, antes de tudo, pressupõe coerência
na relação teoria e prática dos sujeitos
que lidam com eles. Abaixo estão listados alguns:
COOPERAÇÃO
INDIVIDUALISMO
COLETIVISMO
A PASSAGEM DO “EU” PARA O “NÓS”.
ASSOCIATIVISMO.
COMPARTILHAMENTO.
SOLIDARIEDADE.
AUTONOMIA.
COMUNIDADE.
CIDADANIA.
CO-RESPONSABILIDADE
PARTICIPAÇÃO
PERTENCIMENTO
EMPODERAMENTO
ENERGIA
SINERGIA
REDE
A DIFERENÇA ENTRE TERCEIRIZAÇÃO E PARCERIA
VISÃO SISTÊMICA
INTERDEPENDÊNCIA.
INTERCONEXÃO
CONFIANÇA
COMPROMETIMENTO
INTEGRAÇÃO e outros. |
Acima
estão descritos, de forma sintética, os fatores a
serem considerados na constituição/formação,
funcionamento e acompanhamento de grupos associativos. Cada um deles
– aglutinação, constituição e
caracterização do grupo, viabilidade do negócio
e estruturação de uma organização associativa
– se desdobra numa série de questões a serem
verificadas, analisadas e desenvolvidas com, no e pelo grupo. Decorre
daí que, os técnicos, consultores e facilitadores,
envolvidos no processo, deverão estar imbuídos teórica
e praticamente dos princípios da cultura da cooperação.
OUSAR
FAZER UM MUNDO MELHOR é parte do tema deste capítulo
e para isto é preciso sonhar. Para Paulo Freire (1989),
“Sonham!
Isto é o que fazem os profetas... aqueles ou aquelas que
se molham de tal forma nas águas da sua cultura e da sua
história, da cultura e da história do seu povo,
que conhecem o seu aqui e agora e, por isso, podem prever o amanhã
que eles mais do que adivinham, realizam”.
[FREIRE, 1989].
Ajudar
a realizar futuros, tarefa que facilitadores de maneira
geral assumem como sua. Eis porque, a cada dia, precisam ser verificadas,
por si mesmos, suas competências em todos os níveis:
a técnica, a de contexto e a de relação. É
grande a responsabilidade, pressupõe saber fazer a vida com
o outro, pressupõe dar conta de “agasalhar a esperança
do mundo”.
Guimarães
Rosa dizia que esta é uma responsabilidade de todos os homens.
Ela é maior ainda se este homem é um facilitador da
relação dos homens consigo mesmos e com o mundo.
É de responsabilidade de técnicos, consultores e facilitadores
ajudar os homens a pensar e compreender tal prática.
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